Will the real Slim Shady please Stand Up?

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Damn it Vogue! – És Músico, Ator, Escritor e Comediante. Nunca pensaste ter um trabalho a sério?

Eduardo Marques – Por opção? Nunca. Sou uma pessoa muito apaixonada por aquilo que faço e nunca me passa pela cabeça fazer outra coisa. Para mim, na minha cabeça, entreter as pessoas é o trabalho mais sério do mundo. Claro que, ás vezes é preciso equilibrar as contas e fazer outras coisas, mas para ser sincero, cada vez que faço trabalhos fora da área morro um bocadinho.

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DiV – Disseste logo que sim ao convite do Blogue mesmo sabendo que ias ser o primeiro modelo masculino a aparecer por aqui e que, desta vez, não iria haver muita roupa envolvida. O que achaste da experiência? 

E.M. – Gosto de ser o primeiro, não vejo problema nisso, gosto de andar meio despido, também não há problema. Adorei a experiência, a vossa equipa é espetacular e sei que vão continuar a ter muito sucesso. Acho o Blogue muito interessante.

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DiV – Durante a sessão fotográfica ouvimos-te dizer que “ Stand Up é melhor que sexo! ” Queres desenvolver?

E.M. – Dito assim, fora do contexto, soa mal. Não foi isso que eu disse. Disse que, uma noite de Stand Up que corra mesmo bem é melhor que sexo. É difícil de explicar isto a quem não faz Stand Up…. Ter uma sala cheia de público a rir às gargalhadas das coisas que tu dizes é das melhores coisas que me aconteceu na vida. Mas, quando corre mal… consegue ser cruel. Costumo dizer que é dos trabalhos mais justos que há. Se o público gosta ri e corre bem, se não gosta não ri e corre mal. Simples.

DiV – Explica-nos como se pode perfeitamente dispensar estar na moda e ao mesmo tempo ser uma pessoa quase conhecida. Qual é a história do robe?

E.M. – Não sou um especialista em moda mas gosto de me sentir bem e de ter cuidado na apresentação. Hoje em dia, isso conta muito. O robe surgiu com a personagem do minimamente conhecidos, um gajo que acha que é tão bom que nem precisa de se vestir para entrevistar os seus convidados. Alem disso, não queria queimar a minha roupa toda até porque não tenho dinheiro para refazer o meu guarda roupa de um dia para o outro.

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DiV – Já passaram pelo teu canal de Youtube muitas figuras (minimamente) conhecidas. Nós somos fãs da Diana Nicolau e da Tânia Dioespirro. Como foi gravar com elas? Quem passou por lá que te deixou com vontade de convidar uma segunda vez?

E. M. – Quando pensei em fazer o minimamente conhecidos, pensei logo que para a ideia resultar tinha que ter convidados que conhecesse bem e que estivessem identificados com o meu estilo de humor para tudo aquilo ser natural. Por causa disso, só convidei amigos para a season 1. Esta decisão tornou todo o processo mais fácil, tanto para mim, como para os entrevistados. A Diana Nicolau foi a minha primeira escolha para o Minimamente Conhecidos, quando ela aceitou fazer o programa já sabia que iria resultar muito bem. Adorei gravar com ela, é super talentosa e espontânea. Somos cúmplices por natureza e acho que isso se notou. A Tânia Dioespirro foi uma agradável surpresa, o texto dela era o mais pesado de se fazer e ela fez tudo com muita elegância, naturalidade e sentido de humor. Além disso, sempre me deu força para eu continuar a apostar na minha carreira. Todos me deixaram com vontade de repetir a entrevista, cada um à sua maneira, mas decidi ter gente nova para a season 2 até porque um dos objectivos do programa é dar a conhecer artistas pouco conhecidos com talento e repetir pessoas tiraria espaço a outras pessoas. Já agora, esperamos lançar a season 2 do Minimamente Conhecidos lá para Setembro. Fiquem atentos.

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DiV – O Abominável Monstro coloca-te em direto na Televisão e ao lado da Maria Cerqueira Gomes. Como lidas com isto? O que é que te deixa mais nervoso?

E.M. – Tem sido uma aprendizagem continua, tinha feito muito poucos directos até ao abominável monstro surgir. Acabo por lidar bem com isso porque a equipa do programa é impecável e sempre me deixou completamente à vontade para eu fazer aquilo que quero. O que mais me deixa nervoso? Estou sempre nervoso antes de entrar, há quem diga que o dia em que deixar de estar nervoso é porque já não vale a pena fazer.

DiV – Quem te faz rir? Quais são as tuas maiores influências?

E.M. – As pessoas que mais me fazem rir são os meus amigos. Tive a sorte de ter um grupo de amigos muito cómico, costumo dizer que muitos deles podiam ter seguido a mesma carreira que eu. O meu amigo Paulo Ribeiro é só a pessoa mais cómica do mundo. Tenho muitas influências: Larry David, Ricky Gervais, Stephen Merchant, Louis C. K, Bill Burr, Will Ferrell, Steve Carell, Jim Carey, Adam Makay, Bruno Nogueira, Carlos Afonso etc etc.

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DiV – És um homem comprometido e com filhos. Se não estás nisto pelas mulheres qual é, então, a tua motivação?

E.M. – As mulheres são sempre a maior motivação de todas, não é porque sou comprometido que sou cego, não vamos escamotear esta questão. Eu sou da escola do: “Faz o que te realiza e serás feliz.”  tipo Gustavo Santos. Tive a sorte de ter uma família que sempre me apoiou, isso também ajudou a tornar tudo possível. O meu pai sempre me disse: “Eu não tive oportunidade de fazer aquilo que gosto, não vais passar pelo mesmo.” Por isso, miúdos lá em casa, é ir atrás do sonho com força e dedicação e vai correr tudo bem.

DiV – Depois desta sessão fotográfica e com as tuas ótimas características físicas, ser modelo é uma opção? Os convites não vão parar…

E.M. – Primeiro, queria agradecer por teres reparado nas minhas proeminentes características físicas, muito trabalho de ginásio. Não estou a ver uma marca a querer associar-se a um homem de 35 anos que parece que tem 22 e pesa 58 kg, mas, tudo é uma opção pelo preço certo. Quer dizer, nem tudo, nem tudo Joana.

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DiV – A tua Cidade Natal conhece-te? Um artista pode vingar numa cidade pequena ou não acolhemos os nossos?

E.M. – Tenho tido muito apoio do público da Guarda em geral, sempre que atuei na Guarda fui bem acolhido, mas por outro lado, sinto que as pessoas que tratam da cultura e dos espectáculos na Guarda não têm muita atenção para o trabalho que artistas da Guarda fazem, fora da Guarda. Tenho pena, sou um egitaniense de gema e gostava de poder mostrar o meu trabalho na minha cidade natal com mais facilidade. Pode ser que as coisas aos poucos mudem. Acredito que um artista pode vingar em qualquer lado desde que tenha talento. Mas claro, em Portugal é muito mais fácil trabalhar nas artes se estiveres em Lisboa ou no Porto que são os grandes centros artísticos do país.

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DiV – Projetos para o futuro? Onde te vês daqui por um ano? E daqui por 10?

E.M. – Daqui a 10 anos posso já estar morto, é melhor falar dos próximos projectos primeiro. Saiu este mês o meu primeiro livro editado pela Porto Editora, “A Maravilhosa Viagem Do Alfa”, um livro para crianças adaptado de uma peça de teatro que escrevi. Se têm filhos, sobrinhos ou netos comprem. No final de Setembro quero lançar a season 2 do Minimamente Conhecidos. Em Outubro sai um programa que escrevi com o António Parra, mas esse ainda é surpresa, não se pode falar muito. E vou sempre continuar a fazer Stand Up, espero ter o meu primeiro solo pronto lá para Fevereiro do ano que vem. Daqui a 10 anos? Estar a trabalhar na área que gosto com mais estabilidade financeira.

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Eduardo Marques | 35 anos |Guarda| Licenciatura em Interpretação/Teatro

Fotografia – Pedro Santos

Maquilhagem – Tânia Ferreira

Realização e Edição – Damn it Vogue!

Localização – Teatro Municipal da Guarda

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